domingo, 29 de abril de 2012

Oitavo Capitulo

A casa de Castiel era bem maior do que esperava.
Parecia ser muito rico, nada extravagante como a gente vê aquelas mansões, nos filmes.
Enfim, era um casa branca, de portões de ferro.
Castiel abriu o portão da garagem com o controle. A garagem parecia confortar muito bem pelo menos três carros, mas só o dele esta ali.
Uma porta dava acesso para dentro da casa. Entramos.

Castiel me levou até seu quarto, que era grande também, e incrivelmente limpo e organizado.

- Nossa. - soltei sem querer
- O que foi ? 
- Pensei que seu quarto era uma bagunça.
- Temos uma empregada. - pegou uma toalha dentro do armário e se virou para mim - Eu vou tomar banho, fique a vontade, se sentir calor pode ... 
- Abrir a janela ? 
- Eu ia dizer tirar a roupa, mas pode ser também. - Fiquei constrangida, e ele riu, acho que era isso que queria, me constranger. - Já volto. 
Fiquei sentada numa poltrona, olhando os posters na parede. Eram das melhores bandas de rock, a grande maioria eu ouvia também.
Partilhávamos também do mesmo gosto por carros antigos, ele possuía uma incrível coleção de miniaturas de carros, organizados em uma pratilheira.
Quase meia hora depois ele volta.
Cabelos molhadas caídos nos ombros, o peito ainda todo molhado e apenas de calça preta e meia. Tive que me controlar para não acabar dando bandeira, e tentei desviar o olhar o máximo possível. Mas parecia que ele gostava de me atiçar.

- Me ajude, preciso escolher uma camiseta. -
e revirou a gaveta, depois voltou-se para mim com quatro opções.
Duas delas eram pretas, sem mangas e de bandas,  a outra era vermelha e tinha uma branca que tinha o desenho de um gato com metade do cérebro para fora.
- Aquela regata do Black Veil Brides. - apontei.
- Massa, valeu. Vai ficar legal com essa calça preta e aquele tênis. 
- Só falta um soco inglês.
- Eu perdi o meu ...
- Espera ai ... -
revirei minha bolsa e encontrei um que tinha e nunca havia usado. - Toma, para você.
- Serio ?

- Sim, eu devo ter outros quatro desses em casa.
 
- Obrigada então.
Depois que ele se vestiu ficamos conversando sobre bandas e carros, até a campainha tocar.

- Deve ser o Lysandre. - Antes que fosse atender a porta o tal Lysandre já estava atrás dele segurando uma caixa de cervejas. Era ele, o tal garoto de cabelo branco.
Só de perto pude perceber os seus lindos olhos verdes, e o sorriso gentil que se contradizia com os olhos irônicos.

- Castiel me ajude a levar isso para a cozinha.
- Onde estão o Jad e Alexy ?
- O Jad está vindo, e o Alexy me ligou pra avisar que não vai dar pra colar aqui.
- Droga, porque não ?
- Sei lá, ele disse que tem uma surpresa pra gente, mas não hoje.
- Ta né.
- Mas a gente tá aqui falando e você não vai me apresentar nunca essa gracinha ai atrás de você?
- Ah, essa é a Pandora.
- E como foi que eu nunca vi criatura tão bela ? -
Lysandre pegou minha mão e a beijou olhando para os meus olhos, era um cavalheiro, ou só estava tentando me impressionar.
- Dá um tempo Lysandre, temos que arrumar o som ainda, daqui a pouco o povo começa a chegar, não dá pra você ficar de papo. - disse puxando o amigo pelo ombro.
- Já entendi qual é a sua Castiel ... 

Como queria ser útil tratei de ajuda-los a colocar as cervejas para gelar, e até preparei o ponche, que mesmo tendo adicionado duas garrafas de vodka ainda estava delicioso.
De repente a sala se encheu de gente. Todos rindo, se divertindo, bebendo e fumando por todos os cantos. Havia bastante gente do colégio ali, e nunca imaginei que muitos dali bebiam ou fumavam.
Eu fumava socialmente, quero dizer, somente em festas, ou quando sai com os amigos. Claro que meus pais não sabiam, e claro que eu tinha consciência de que um dia ficaria viciada. Mas usava o cigarro como forma de relaxar.
Lysandre ficou junto comigo a festa toda, rimos bastante nos divertimos muito.
Poucas vezes vi Cast, mas quando ele me via acenava, ou perguntava se eu estava precisando de alguma coisa.

Fui ao banheiro e quando voltei dei de cara com Castiel e uma garota no maior beijo no sofá da sala. Um sentimento estranho começou a me embrulhar o estômago, e fui na varanda tomar um ar.

- Está tudo bem ?
 - perguntou a voz gentil de Lysandre
- Ah ... eu estou bem, só estava me sentindo meio sufocada, deve ser o cheiro de cigarro.
- Se você não fumasse, eu diria que sim. Mas será que não é algo tipo o Castiel e a Ingridy dando o maior amaço no sofá ? -
fiquei em silêncio, nem tinha o que responder. - Pandora ele esta bêbado, e Ingridy é dessas meninas vulgares que qualquer um consegue sair. Ele jamais iria se interessar por ela. 
- Está dando pra sacar tanto assim que estou afim dele ?
- Claro. Você não parou de olhar para ele um segundo. Mas acho legal a forma como você se controla, mesmo querendo estar com ele conseguiu se divertir essa noite comigo.
- Você é um cara legal ... 

- Vamos voltar lá para dentro, já conheceu o Jade ? 
- Não, quem é ? 

Jade era um garoto simpático de cabelos verdes, muito amável, mas um pouco agitado.

- Jade, essa é Pandora.
- Pandora ! Que nome bonito ! Quer uma bebida ?
- A sim obrigada.
- Tome, pegue aqui. Hey, vamos dançar ?
- Não tem ninguém dançando.  -
e não tinha mesmo, todos estavam bebendo, tinha casais se beijando, mas ninguém dançava.
- Eles não estão dançando por que ninguém começou a dançar. Vamos. 

E no meio da festa começamos a dançar, no começo estava meio envergonhada, mas depois de ver Jad arriscar os mais malucos passos, e de dar um belo gole na minha cerveja acabei de soltando.
De repente contagiamos toda a festa, e geral começou a dançar também.
Eu dançava muito mal, mas a maioria dali também não era nenhum profissional.
Quando menos percebemos estávamos dançando músicas de rock.

Já era umas quatro horas da manhã quando eu estava cansada demais para continuar pulando com Jade. Então me sentei no sofá e simplesmente apaguei.
Acordei na cama de Castiel, já deveria ser umas sete horas da manhã. Meus pais iriam me matar, não tinha avisado nada para ninguém.
Encontrei Lysandre e Cast na cozinha fumando e jogando cartas.

- Bom dia bela adormecida. - cumprimentou Lysandre, o outro apenas acenou.
- Bom dia... Vocês já acordaram ? 
- A gente ainda nem dormiu. - respondeu Cast. - Quer jogar ? Estamos jogando truco.
- Claro.
- Castiel, e a Ingridy ? Que fim que deu ? -
disse Lysandre piscando pra mim
- Ela queria dormir aqui, mas a mandei embora, não é qualquer uma que dorme na minha casa.
Me senti um pouco especial depois daquela frase, além de dormir na casa dele havia dormido na cama dele. Engraçado como a gente se sente com cada coisa boba.
Meio dia estávamos cansados demais para continuar jogando, então resolvi que era hora de voltar para casa ouvir meus pais me chamarem de irresponsável.
Ambos se ofereceram para me levar, mas estavam muito cansados, então por mais que fossem insistentes voltei para casa a pé.

Nenhum comentário:

Postar um comentário